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PAVILHÃO PARA EXPO-SEVILLA 1992 - ESPANHA
Projeto para o
Pavilhão do Brasil a ser escolhido por concurso.
A intenção foi criar uma solução que expressasse esta grande peculiaridade da Arquitetura
Brasileira : a leveza. Enquanto para os europeus o concreto significou peso, o "brutalismo",
para nós significou liberdade, grandes vãos, leveza e fantasia. Buscamos a aparente ambiguidade
entre o uso do concreto e a leveza.
Outra condição determinante do projeto foi a possibilidade de venda do prédio para uso
permanente como sede de empresa, após a exposição, de modo a viabilizar o empreendimento.
Como projetos e cálculos deveriam ser gerados no Brasil, e eventualmente a própria execução
de parte dos componentes da obra, optamos por tecnologias cujo cálculo e execução dominamos
perfeitamente.
O "invólucro" em concreto seria fundido "in loco", e funcionaria como a super - estrutura
que receberia as lajes, as rampas e os "sheds", todos pré - fabricados em estruturas metálicas.
O clima de Sevilla é de extremos : no inverno a temperatura chega a 0º C, enquanto no verão
chega a 45º C.
Orientamos os "sheds" para Norte, evitando a insolação. As fachadas Leste e Oeste são
protegidas pelas vigas em concreto e densa vegetação em grandes jardineiras, enquanto
os "brise soleils" horizontais protegem a ensolarada fachada sul.
A Leste, na esquina, está o acesso coberto. No térreo estão exposições menores,
restaurante e bar. O acesso ao 1º pavimento é feito por ampla rampa imersa em vegetação
tropical viabilizada pela "expertise" de Luiz Emígdio de Mello Filho. Esse pavimento
consiste na grande área de exposições, protegida a Leste e Oeste por importantes massas
de vegetação. O acesso ao último pavimento se dá por escadaria e por escadas rolantes,
além dos elevadores que servem a todos os níveis. Nesse pavimento estão todos os espaços
que devem ser fechados, como auditório, cinema, salas especiais e a administração. No
subsolo está localizada a garagem.
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